{"id":250,"date":"2019-07-23T14:39:06","date_gmt":"2019-07-23T14:39:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=250"},"modified":"2019-07-23T14:39:06","modified_gmt":"2019-07-23T14:39:06","slug":"yanantin-dancando-com-a-dualidade-a-criacao-da-vida-na-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=250","title":{"rendered":"Yanantin \u2013 Dan\u00e7ando com a dualidade. A cria\u00e7\u00e3o da vida na vida!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Sem a totalidade &#8211; n\u00e3o existe nada. Sem o infinito &#8211; n\u00e3o existe o particular. Sem a rela\u00e7\u00e3o, a comunidade &#8211; n\u00e3o existe o outro, o individuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje trago-vos a vis\u00e3o de outra cosmologia que n\u00e3o a hindu. \u00c9 a cosmologia andina. N\u00e3o que eu domine os seus conceitos, mas gosto muito de escrever sobre o que me faz crescer, curar, transcender todas as cren\u00e7as e caminhar o que sinto e a minha ess\u00eancia sem filtros. A l\u00f3gica que vou encontrando \u00e9 a l\u00f3gica do cora\u00e7\u00e3o e por isso, em humildade partilho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo andino vive o cosmos como um par de equival\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principio da reciprocidade (Ayini) atrav\u00e9s da dualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00e3o importa o que se fa\u00e7a, fa\u00e7a-se o que fizer, ali est\u00e1 Yanantin.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tudo existe em par desde o in\u00edcio. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">N\u00e3o importa se \u00e9 ele ou ela, a for\u00e7a da complementaridade criou a intensidade que o definiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Como uma ess\u00eancia em duplicado.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer vejas a ele ou vejas a ela, continuas a ter na tua frente a totalidade atrav\u00e9s de uma vers\u00e3o microc\u00f3smica do macrocosmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este povo n\u00e3o se foca nas diferen\u00e7as entre os pares, mas nas qualidades que apenas os dois juntos podem expressar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque havemos de pensar em apegos quando esta liga\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe no seu n\u00edvel mais profundo e inquebr\u00e1vel. O apego e o sofrimento surgem quando queremos manter a liga\u00e7\u00e3o no seu aspeto superficial que \u00e9 f\u00edsico e n\u00e3o na ess\u00eancia ou na manifesta\u00e7\u00e3o do absoluto atrav\u00e9s de uma pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Esta capacidade de amar o absoluto em cada um existe desde sempre em todos n\u00f3s.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Os \u2018amantes\u2019 n\u00e3o se encontram finalmente em algum lado, eles est\u00e3o connosco desde o in\u00edcio. &#8211; Rumi<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra Yanan evoca o enamoramento, evoca o amor ao n\u00edvel da \u2018alma\u2019, evoca Illawi, o par primordial da Cosmologia Andina.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Nesta vis\u00e3o n\u00e3o existem opostos, apenas rela\u00e7\u00f5es complementares.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A for\u00e7a do Amor \u00e9 a mais forte, \u00e9 a for\u00e7a que flui e cria a vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Na uni\u00e3o do Amor, torno-me um, mas j\u00e1 n\u00e3o sou apenas eu.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Yanan, evoca a atra\u00e7\u00e3o invis\u00edvel dos pares que nunca se excluem mutuamente. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplos: vis\u00edvel e invis\u00edvel, consciente e inconsciente, mente e corpo, vida e morte, masculino e feminino, micro e macro cosmos, contra\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o, noite e dia, direito e esquerdo, esp\u00edrito e mat\u00e9ria, o sonho e aquele que sonha, possibilidade e impossibilidade, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas polaridade existem interdependentes e como parte da harmonia do todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dualidade existe na experi\u00eancia individual. Representa os aspetos m\u00fatuos de um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yanantin \u00e9 precisamente esta inter-rela\u00e7\u00e3o que origina a exist\u00eancia. Este potencial dos encontros incessantes cont\u00ednuos, a pulsa\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria que cria o Agora tamb\u00e9m provis\u00f3rio que impede uma identifica\u00e7\u00e3o egoica, mas que expressa uma singularidade em movimento e flex\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yanantinkui \u00e9 exatamente esta condi\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o em movimento, esta tens\u00e3o da gravidade em todas as coisas, al\u00e9m da sua natureza espiritual ou material; \u00e9 a agrega\u00e7\u00e3o da complementaridade. Tinkui \u00e9 o encontro, a conex\u00e3o intima.<\/p>\n<p>A vitalidade surge deste vinculo de complementaridade que permite \u00e0 vida fluir. A vida (Kawsay) vai surgindo de Yanantinkui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este mundo em movimento aparece como um fractal repetindo-se infinitamente, emana\u00e7\u00f5es aparentemente distintas, mas iguais na sua coletividade. Todos os pensamentos, palavras e a\u00e7\u00f5es individuais afetam, como uma for\u00e7a inteligente, todo o universo c\u00f3smico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta continuidade ininterrupta do vinculo das for\u00e7as complementares se comp\u00f5e o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Encontrar o par das coisas \u00e9 descobrir o ponto zero (ranti). <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 aceitar a vibra\u00e7\u00e3o, a sinergia espiritual que aproxima duas qualidades d\u00edspares e as consuma como complementares, interdependentes, n\u00e3o separadas \u00a0e n\u00e3o antag\u00f3nicas (Masintin).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cosmovis\u00e3o andina concebe este espa\u00e7o relacional como vida, o sentido comunit\u00e1rio de Ayllu, a matriz relacional do mundo manifesto, fonte de vida, o potencial do tempo que atualiza, redistribui, diferencia e repete um funcionamento solid\u00e1rio inter-relacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acerca deste funcionamento solid\u00e1rio e do tempo, \u00e9 tamb\u00e9m interessante descobrir a matriz da continuidade no amor e no afeto desta cosmologia. Para o povo andino o passado n\u00e3o est\u00e1 nas suas costas e o futuro n\u00e3o est\u00e1 na sua frente. Ali\u00e1s, eles v\u00eaem-se a caminhar de costas para o futuro e na dire\u00e7\u00e3o do passado pois entendem que os seus antepassados se adiantaram a eles e por isso nenhum passado os atrasa pois o passado caminha j\u00e1 \u00e0 sua frente. O passado para eles n\u00e3o \u00e9 uma mem\u00f3ria cognitiva, mas um potencial de integridade e de afeto, a matriz do futuro como liberta\u00e7\u00e3o do agora que j\u00e1 \u00e9 passado no imediato.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o com o passado n\u00e3o \u00e9 causal, pois o passado emerge da express\u00e3o das complementaridades num tempo ilimitado (Wi\u00f1ay).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho interessante, porque esta ideia faz-me desligar da mem\u00f3ria daquilo que fui ou da mem\u00f3ria daquilo que percebo ser no presente e traz-me para a mem\u00f3ria daquilo que nunca deixei de ser. O que n\u00e3o vivi no passado nem no agora \u00e9 a forma como me vinculo ao mundo, a liberdade de viver como uma parte do universo absoluto e n\u00e3o como um ser exterior ao mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s estamos constantemente imersos nesta energia de interc\u00e2mbio e por isso devemos investigar como estas energias se formam e se transformam, as associa\u00e7\u00f5es que estabelecemos na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O universo \u00e9 uma for\u00e7a neutra, o conceito de bom e mau \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o da verdadeira natureza da paridade relacional. O conceito de bom e mau vem desta necessidade de sermos salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Os opostos existem e n\u00e3o vivem um sem o outro. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Complexidade e simplicidade, perfei\u00e7\u00e3o e imperfei\u00e7\u00e3o existem ao mesmo tempo, ent\u00e3o paremos de nos mentir e encontremos o equil\u00edbrio entre a paridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quanto mais sou o Eu, menos Infinito sou.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A minha prece \u00e9 que encontremos a coragem, a bravura, a criatividade e a f\u00e9 necess\u00e1rias, para assumirmos uma rela\u00e7\u00e3o profunda e intima com o infinito, chamemos-lhe Deus, Fonte ou Esp\u00edrito, \u00e9 a nossa funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F250#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c6aca43cc2\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"250\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=250\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c6aca43cc2\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c6aca43cc2\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c6aca43cc2\"><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem a totalidade &#8211; n\u00e3o existe nada. 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