{"id":261,"date":"2019-07-25T22:21:30","date_gmt":"2019-07-25T22:21:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=261"},"modified":"2019-07-25T22:27:12","modified_gmt":"2019-07-25T22:27:12","slug":"a-forma-e-a-forca-o-ato-de-morrer-e-a-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=261","title":{"rendered":"A forma e a for\u00e7a \u2013 O ato de morrer e a vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia \u2018fora do tempo\u2019, oportuno para reciclar, recome\u00e7ar e deixar ir, coloco a inten\u00e7\u00e3o de sustentar um espa\u00e7o de abertura e liberdade nesta partilha, que nos permita integrar conceitos aparentemente contradit\u00f3rios, numa vibra\u00e7\u00e3o que possa ressoar internamente para o bem maior de todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A experi\u00eancia da morte \u00e9 uma das experi\u00eancias mais comuns para o nosso inconsciente e para o nosso corpo, porque acontece em cada momento, em todas as passagens, em todas as transforma\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrer evoca o consentimento de todo o nosso potencial para criar vida, para permitir ao grande mist\u00e9rio mover-se em n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dizer sim \u00e0 vida no meio dos seus problemas mais estranhos e mais duros, faz parte do movimento para honrar a inesgotabilidade da totalidade, porque o desejo mais puro de viver n\u00e3o est\u00e1 enraizado na car\u00eancia ou na aus\u00eancia de um objeto ou objetivo que nos garanta uma identidade ou que nos fa\u00e7a sentir vivos. \u00c9 no ato de morrer que mergulharmos na fonte, retornamos e atualizamos a frequ\u00eancia que nos habita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Queremos imortalizar a nossa identidade numa forma, e procuramos conquistar prazer infinito, mas a vida n\u00e3o \u00e9 resultado de uma conquista, \u00e9 uma rutura, uma abertura ao caos \u2013 cria\u00e7\u00e3o e recria\u00e7\u00e3o permanentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida acontece quando nos expomos \u00e0 for\u00e7a impessoal e n\u00e3o quando aplicamos a for\u00e7a pessoal para fixar eventos ou circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Encontramos a vida estagnada quando o nosso pensamento se apega aos seres, circunst\u00e2ncias e objetos, e n\u00e3o ao movimento e ao devir.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A objetividade est\u00e1 no movimento, na tend\u00eancia,\u00a0e n\u00e3o na forma.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perante o desejo de criar algo, precisamos desintegrar-nos, esquecer-nos de n\u00f3s pr\u00f3prios\u00a0para aparecermos como fen\u00f3meno. A vibra\u00e7\u00e3o da vida e do pensamento \u00e9 esta espiral entre pessoal e impessoal, este encontro constante com a abund\u00e2ncia primordial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 imprescind\u00edvel aceitarmos retornar ao nada, n\u00e3o ter o controlo sobre a vida, aceitar a morte incessante, o desconhecido, para nos abrirmos ao potencial criador que \u00e9 ativado sempre que a for\u00e7a da vida nos encontra vazios sentindo-se convidada para se mover em n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A ideia do eterno retorno \u00e9 ela pr\u00f3pria, um vinculo ao processo da vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todo o momento a for\u00e7a, o devir, continua eliminando o que n\u00e3o resiste e \u00a0transmutando o que resiste. Para honrarmos a vida e a for\u00e7a criadora em n\u00f3s, precisamos entregar todas as formas de pensamento, pois n\u00e3o \u00e9 a forma que cria, mas o movimento, a comunica\u00e7\u00e3o com o ato de morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Morrer sem a morte \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para nos relacionarmos com o vazio f\u00e9rtil e com a emerg\u00eancia de novas dimens\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nosso corpo demarca uma identidade psicol\u00f3gica e f\u00edsica, mas o corpo \u00e9 mais do que isto, \u00e9 um movimento de abertura cuja viv\u00eancia \u00e9 apenas poss\u00edvel quando estamos conectados n\u00e3o apenas com o processo da vida, mas tamb\u00e9m com o processo de morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O corpo n\u00e3o \u00e9 um obst\u00e1culo \u00e0 compreens\u00e3o da morte<\/strong>, pois ele existe na sua complementaridade com o espirito. \u00c9 no corpo, e\u00a0atrav\u00e9s dele que opera esta complementaridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata de finito e infinito ou corp\u00f3reo e incorp\u00f3reo, mas de uma complementaridade constante. O corpo alterna o \u2018repouso\u2019 e o movimento, estando sempre a ser refeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O corpo \u00e9 a express\u00e3o das for\u00e7as e das possibilidades da cria\u00e7\u00e3o retomando a sua tend\u00eancia em cada passagem.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nosso pensamento n\u00e3o nos d\u00e1 estrutura. A nossa estrutura \u00e9 apenas uma singularidade m\u00f3vel.\u00a0 A natureza do corpo \u00e9 uma for\u00e7a din\u00e2mica de varia\u00e7\u00e3o continua, em constante atualiza\u00e7\u00e3o\u00a0da energia potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo n\u00e3o \u00e9 definido por uma forma, mas por um potencial, e \u00e9 isso que nos permite interagirmos de forma diferente em cada encontro que a vida nos traz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que a vida pare\u00e7a estar estagnada, n\u00e3o estamos paralisados, porque a comunica\u00e7\u00e3o nunca cessa, entre uma dimens\u00e3o e outra, a nossa identidade como uma unidade independente, recria-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta paridade vida e morte n\u00e3o compreende uma recusa, uma exclus\u00e3o, uma tens\u00e3o, mas a constante integra\u00e7\u00e3o e desintegra\u00e7\u00e3o. Este permanente desequil\u00edbrio \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da vida, e n\u00e3o o equil\u00edbrio como algo que possa manter-se fixo. Na impossibilidade de mantermos o corpo como estrutura, comunicamos constantemente para recriar a vida. Este desequil\u00edbrio \u00e9 inerente e anterior \u00e0 nossa identidade, porque a forma est\u00e1 em constante devir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento s\u00f3 acontece quando se cumprem estas for\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A consci\u00eancia testemunha, apreende as for\u00e7as da vida,\u00a0independentemente das formas criadas, e aceita o conte\u00fado vital como dimens\u00e3o energ\u00e9tica para ativarmos os pares no caminho que escolhemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atrav\u00e9s do corpo conduzimos a tend\u00eancia e a forma aparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A resist\u00eancia a morrer impede-nos de devir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrer \u00e9 ir constantemente ao campo da superabund\u00e2ncia e retornar como uma nova singularidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este paradoxo para o nosso pensamento que separa a vida da morte, \u00e9 o humor deste jogo da vida, entre o sujeito e o objeto, entre a expetativa e a descoberta, entre movimento e forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ser e devir, forma e for\u00e7a s\u00e3o proporcionais.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De facto, agora mesmo, estamos a viver e a morrer. Porque estes dois processos est\u00e3o sempre interligados, como est\u00e1 interligada a nossa inf\u00e2ncia, a adolesc\u00eancia, a idade adulta e idosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O que chamamos de individuo e de universo n\u00e3o s\u00e3o distintos. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Assim que colocamos dist\u00e2ncia e separa\u00e7\u00e3o entre ambos, paramos o jogo da vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00e3o existe uma fonte e a manifesta\u00e7\u00e3o. Ambos s\u00e3o o mesmo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando procuramos empurrar a vida para se manifestar e manter de determinada forma, sem nos permitirmos morrer, para aparecermos na vibra\u00e7\u00e3o do que procuramos, \u00e9 como se pux\u00e1ssemos a flor de uma planta sem nutrir a sua raiz. Pouco importam as nossas formas de pensamento, as influ\u00eancias morais, os princ\u00edpios e as cren\u00e7as, quando n\u00e3o fazemos a coisa certa. A vida s\u00f3 acontece com a a\u00e7\u00e3o certa. A vida tem de constantemente comunicar com o ato de morrer, este \u00e9 o movimento de nutrir a raiz para vermos a flor sair da planta.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00e3o adianta apenas pensarmos, temos de mover-nos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F261#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_69d1098b7dc7f\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"261\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=261\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-69d1098b7dc7f\" value=\"c50948d2aa\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_69d1098b7dc7f\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_69d1098b7dc7f\"><\/span><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia \u2018fora do tempo\u2019, oportuno para reciclar, recome\u00e7ar e deixar ir, coloco a inten\u00e7\u00e3o de sustentar um espa\u00e7o de abertura e liberdade nesta partilha, que<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":262,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/261"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=261"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":264,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/261\/revisions\/264"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}