{"id":298,"date":"2019-08-26T14:15:20","date_gmt":"2019-08-26T14:15:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=298"},"modified":"2019-08-26T15:26:39","modified_gmt":"2019-08-26T15:26:39","slug":"purnata-sparsha-no-toque-da-plenitude-a-harmonia-com-a-impermanencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=298","title":{"rendered":"Purnata sparsha, no toque da plenitude, a harmonia com a imperman\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hoje trago-vos reflex\u00f5es sobre os insights que me traz a inquiri\u00e7\u00e3o di\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cada respira\u00e7\u00e3o, somos informados sobre a nossa infinitude, e sobre a fluidez do nosso corpo e do nosso espirito. Atrav\u00e9s desta express\u00e3o em constante muta\u00e7\u00e3o, a vasta unidade informa-nos de que estamos sempre aptos a relacionar-nos, a comunicar, a co-criar com o universo, no tempo e al\u00e9m dele, todas as formas poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>No espa\u00e7o, a consci\u00eancia revela-se e esconde-se como num jogo, o jogo da vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Estamos completos, mas n\u00e3o estagnados. Somos distintos, mas insepar\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O espa\u00e7o \u00e9 o corpo da beleza.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora contemos os nossos dias, o nosso fim \u00e9 sempre a eternidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A imortalidade acompanha-nos, qualquer que seja a condi\u00e7\u00e3o do nosso corpo individual.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O espa\u00e7o est\u00e1 al\u00e9m dos fen\u00f3menos, mas permeia tudo: o definido e indefinido, o real e o ilus\u00f3rio, o consciente e o inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s n\u00e3o sentimos o espa\u00e7o, mas ele \u00e9 a nossa profundidade que em todos os momentos nos toca e, no entanto, \u00e9 intoc\u00e1vel e inalter\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O toque \u00e9 o corpo da n\u00e3o dualidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta beleza que prospera independentemente das mais tristes circunst\u00e2ncias no mundo dos opostos. No fim de tudo, o que resta sempre, \u00e9 este corpo de beleza, o espa\u00e7o da consci\u00eancia, esta lucidez espacial que nos aprofunda em cada experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a totalidade n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia em si, porque \u00e9 imposs\u00edvel de nomear, porque todos os nomes est\u00e3o na dualidade, e toda a experi\u00eancia vem dos sentidos e da mente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A totalidade est\u00e1 aqui: \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os nossos sentidos n\u00e3o possam agarrar o espa\u00e7o, na sua completude ele abra\u00e7a tudo o que projetamos nele, respondendo ao nosso desejo de sermos tocados, de nos dissolvermos neste corpo de beleza eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Costumamos relacionar o espa\u00e7o com o vazio em rela\u00e7\u00e3o com as formas ef\u00e9meras nele projetadas, mas quando relacionamos o espa\u00e7o com o palco em que a consci\u00eancia se esconde e se revela, o vazio transforma-se em plenitude e o corpo de beleza em si, transcende em n\u00f3s o sofrimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na realidade, s\u00f3 posso dizer que sou isto ou aquilo, s\u00f3 posso nomear-me, em rela\u00e7\u00e3o com as m\u00e1scaras que quero projetar e preservar, porque quando quero definir o meu ser individual mais puro ou essencial, encontro-me sem sujeito e sem a defini\u00e7\u00e3o dele, porque apesar de distinto sou insepar\u00e1vel da realidade suprema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre que ilumino a inquiri\u00e7\u00e3o sobre a minha natureza, vejo-me refletida na minha pr\u00f3pria luz, nesta luz que n\u00e3o \u00e9 uma luz independente, mas sim o reflexo da realidade completa, a fus\u00e3o com o corpo de beleza, de n\u00e3o dualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel vivermos esta sensa\u00e7\u00e3o de completude atrav\u00e9s da experi\u00eancia do espa\u00e7o em si. A experi\u00eancia espacial permite que a imagem do mundo seja percecionada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 exatamente quando nos projetamos neste espa\u00e7o como fen\u00f3meno, que passamos a ter, a ser um centro e a partir daqui encontramo-nos distintos. Mas sempre insepar\u00e1veis da plenitude sem nome e sem forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como centro, neste centro experimentamos o ser como uma barreira para a realidade \u00faltima.\u00a0E criamos hist\u00f3rias e mitos para nos relacionarmos com a plataforma invis\u00edvel, para encontrarmos um sentido no mist\u00e9rio, mas na realidade, quanto mais s\u00edmbolos criamos, mais a plenitude desaparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frequentemente queremos parar o tempo para agarrar a vida e afastamo-nos cada vez mais da beleza fluida e intemporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O espa\u00e7o \u00e9 a ponte entre a realidade dos fen\u00f3menos e a consci\u00eancia indivis\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando numa qualquer intera\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m que nos procura em busca de conselho ou condu\u00e7\u00e3o, somos capazes de lhe \u2018oferecer\u2019 espa\u00e7o, \u00e9 como um \u2018reset\u2019 na forma como perceciona a sua realidade. Este espa\u00e7o \u00e9 enraizado na verdade do ser, intemporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Esta integridade \u00e9 purnata satya. A verdade \u00e9 verdadeira porque cont\u00e9m a realidade suprema em harmonia com a imperman\u00eancia. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este espa\u00e7o \u00e9 catalisador, porque aqui todas as barreiras caem, este \u00e9 o portal para a realidade transcendente que n\u00e3o necessita de s\u00edmbolos, que \u00e9 al\u00e9m do pr\u00f3prio espa\u00e7o como subst\u00e2ncia, e al\u00e9m da causalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso se diz que onde n\u00e3o existe verdade, n\u00e3o existe conhecimento. Onde n\u00e3o existe conhecimento n\u00e3o existe felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento verdadeiro relaciona-se apenas com a realidade suprema. Este conhecimento n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia, mas sim uma revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A verdade \u00e9 verdadeira, n\u00e3o porque simboliza a realidade suprema em harmonia com a imperman\u00eancia, mas porque transcende a experi\u00eancia ef\u00e9mera dos sentidos e da mente. Este \u00e9 o espa\u00e7o da consci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No espa\u00e7o do cora\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia da verdade \u00e9 direta, sem filtros sem condi\u00e7\u00f5es. Deste espa\u00e7o emana a minha gratid\u00e3o que \u00e9 a pr\u00f3pria voz da minha respira\u00e7\u00e3o, que apenas posso sentir, escutando.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>No princ\u00edpio era o verbo. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui ressoa a minha gratid\u00e3o, porque o som canta o corpo de beleza. O som n\u00e3o \u00e9 um atributo do ar, o ar apenas dan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>G R A T I D \u00c3 O. Este som propaga-se atrav\u00e9s do toque da respira\u00e7\u00e3o em mim. Neste toque reconcilio a dualidade. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste espa\u00e7o, que \u00e9 a funda\u00e7\u00e3o que tudo permeia; de onde se origina a for\u00e7a vital, a mente e os sentidos, assenta o meu altar vivo.<\/p>\n<p>Nele canto o mantra da Plenitude &#8211; Purnamadah &#8211; Isha Upanishad<\/p>\n<p><strong>Om Purnamadah Purnamidam<\/strong><br \/>\n<strong>Purnat Purnamudachyate<\/strong><br \/>\n<strong>Prunasya Purnamadaya<\/strong><br \/>\n<strong>Purnameva Vashishyate<\/strong><\/p>\n<p><strong>Om Shanti Shanti Shantih<\/strong><\/p>\n<p><strong>Isto \u00e9 completo\/plenitude, aquilo \u00e9 completo\/plenitude.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Da completude\/plenitude manifesta-se o completo\/a plenitude.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tirando o completo\/a plenitude a partir da completude\/plenitude,<\/strong><\/p>\n<p><strong>somente a completude\/plenitude permanece.<\/strong><\/p>\n<p>A newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F298#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c6aca66672\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"298\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=298\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c6aca66672\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c6aca66672\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c6aca66672\"><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje trago-vos reflex\u00f5es sobre os insights que me traz a inquiri\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. 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