{"id":316,"date":"2019-09-21T13:02:47","date_gmt":"2019-09-21T13:02:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=316"},"modified":"2019-09-21T22:17:19","modified_gmt":"2019-09-21T22:17:19","slug":"como-em-cima-assim-em-baixo-yatha-pinde-tatha-brahmande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=316","title":{"rendered":"Como em cima, assim em baixo &#8211; &#8220;Yatha pinde, tatha brahmande&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hoje venho partilhar convosco as minhas reflex\u00f5es sobre um dos princ\u00edpios v\u00e9dicos que reflete a totalidade do universo em cada parte:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cYatha pinde tatha brahmande, yatha brahmande tatha pinde\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Como o indiv\u00edduo, assim \u00e9 o universo, como o universo, assim \u00e9 o individuo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o \u00e1tomo, assim \u00e9 o universo. Somos o \u00e1tomo e o pr\u00f3prio campo onde se move.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos realmente c\u00f3smicos. Qualquer separa\u00e7\u00e3o ou divis\u00e3o \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria do nosso potencial c\u00f3smico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o de similaridade entre o um e a variedade \u00e9 o que nos conecta com a nossa natureza c\u00f3smica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquilo que parece diferente para os sentidos, \u00e9 realmente similar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 impossibilidade de nos vermos a n\u00f3s pr\u00f3prios como realmente somos, precisamos conectar-nos com algo diferente para vermos como somos iguais. O \u00fanico prop\u00f3sito de olharmos para fora \u00e9 o de vermo-nos por dentro, \u00e9 o de percebermos a natureza da separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tempo linear, na dualidade, cobrimos o infinito com a perce\u00e7\u00e3o finita de que somos o doador e de que somos quem desfruta daquilo que fazemos porque sentimos a dor e o prazer, mas na realidade existe apenas um corpo c\u00f3smico, uma consci\u00eancia c\u00f3smica. Tudo \u00e9 o mesmo atrav\u00e9s desta rela\u00e7\u00e3o de correspond\u00eancia. Os eventos n\u00e3o acontecem por causa da nossa hist\u00f3ria individual, tudo est\u00e1 ligado num quadro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O universo \u00e9 independente do tempo e do espa\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto as leis da natureza permanecem invis\u00edveis, tamb\u00e9m a similaridade entre o cosmos e o indiv\u00edduo parecem inconceb\u00edveis, porque o que presenciamos \u00e9 o seu efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O absoluto que permeia os sentidos n\u00e3o v\u00ea o mundo em mudan\u00e7a, mas a imortalidade do Ser expressando-se eternamente, e este \u00e9 o padr\u00e3o de expans\u00e3o que nos conecta atrav\u00e9s da similaridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00f3s somos a replica\u00e7\u00e3o fractal da expans\u00e3o do cosmos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O que \u00e9 completamente abstrato revela-se presente no tempo e no espa\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00f3s somos a eternidade, o nosso limite \u00e9 a eternidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O infinito est\u00e1 presente em cada ponto, tal como uma \u00e1rvore inteira e todas as suas gera\u00e7\u00f5es futuras est\u00e3o presentes na sua semente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada c\u00e9lula no nosso corpo cont\u00e9m a informa\u00e7\u00e3o completa da nossa estrutura mente\/corpo. Cada c\u00e9lula cont\u00e9m a vers\u00e3o completa do nosso ADN original.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A alma individual (Jiva) \u00e9 um espelho da alma c\u00f3smica (Brahman).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Se conseguirmos lidar connosco, conseguimos lidar com tudo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja qual f\u00f4r o ponto que aprofundemos, aprenderemos sobre a totalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Somos definidos e indefinidos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parecem duas verdades em conflito, no entanto s\u00e3o similares pela sua rela\u00e7\u00e3o de correspond\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para haver uma rela\u00e7\u00e3o tem de haver dualidade . <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Enquanto tudo for um, nada pode ser visto.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Somos o ef\u00e9mero e a eternidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta distin\u00e7\u00e3o \u00e9 o que permite reconciliar a forma com a sua estrutura fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa totalidade que nos Vedas \u00e9 chamada de Brahma, est\u00e1 al\u00e9m da forma, e permeia tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brahma, eterno e sem forma, apenas pode ser visto na forma.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A nossa fisiologia \u00e9 uma express\u00e3o da intelig\u00eancia c\u00f3smica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando encontramos doen\u00e7as no nosso microcosmo, encontramos uma distor\u00e7\u00e3o no reposit\u00f3rio desta intelig\u00eancia. Quando a mem\u00f3ria desta intelig\u00eancia se perde, a habilidade de cada c\u00e9lula expressar esta ordem infinita, \u00e9 distorcida, causando a cada parte, a impossibilidade de prosperar de acordo com o seu Dharma na comunidade de todas as c\u00e9lulas do seu sistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00f3s somos o \u00e1tomo em movimento e somos o campo im\u00f3vel. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Somos c\u00e9lulas de um macro sistema.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Ayurveda diz-nos: \u201cPurusho&#8217;yam loka sannidah&#8221;, o homem \u00e9 um resumo do universo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As partes, os efeitos podem ser diferentes, mas s\u00e3o ao mesmo tempo, um \u00fanico organismo ressoando na mesma nota musical, a sinfonia da cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tudo se influencia mutuamente, tudo est\u00e1 presente, mas a presen\u00e7a \u00e9 apenas uma.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo est\u00e1 em mudan\u00e7a, mas fundamentalmente nada muda, o que muda \u00e9 a forma como uma experi\u00eancia \u00e9 representada e o entendimento dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 o padr\u00e3o fractal, a recorr\u00eancia da estrutura fundamental em toda a mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O universo inteiro est\u00e1 comprometido com cada evento singular que \u00e9 concebido para comunicar, para expressar a totalidade como comunidade, em que todas as partes est\u00e3o ligadas atrav\u00e9s da sua qualidade primordial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa depend\u00eancia do concreto, mant\u00e9m-nos separados do nosso potencial infinito, porque atrav\u00e9s da mente apenas concebemos o que a mente concebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A beleza que vemos \u00e0 nossa volta espelha-nos, mas tamb\u00e9m a guerra e o sofrimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00f3s podemos decidir o que projetamos no espelho, a forma como a totalidade aparece.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Podemos ancorar o concreto na unidade ou na dualidade, esta \u00e9 a nossa escolha.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tudo \u00e9 pessoal e ao mesmo tempo universal.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O micro e o macro relacionam-se entre si em todos os n\u00edveis.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ser c\u00f3smico (Purusha) reside no cora\u00e7\u00e3o do Homem, \u201cmais\u00a0pequeno que um gr\u00e3o de areia\u201d, maior que o vasto c\u00e9u, maior do que a atmosfera, maior do que estas palavras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>T\u00e3o vasto quanto o espa\u00e7o, assim vasto \u00e9 este espa\u00e7o no cora\u00e7\u00e3o do Homem.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cora\u00e7\u00e3o do Homem est\u00e3o, o c\u00e9u e a terra, o fogo e o vento, o sol e a lua, o raio e as estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A similaridade que parece imposs\u00edvel de conceber atrav\u00e9s da mente, \u00e9 na realidade revelada atrav\u00e9s da manifesta\u00e7\u00e3o. Neste padr\u00e3o universal que persiste latente, e como um impulso nos nossos pensamentos e imagens, o corpo e o cosmos s\u00e3o equivalentes, a mente e a mat\u00e9ria s\u00e3o equivalentes, o esp\u00edrito e a natureza s\u00e3o o mesmo na sua ess\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encontrarmos a similaridade invis\u00edvel, precisamos cultivar empatia, afinidade com a vis\u00e3o da unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso todos os textos do Yoga indicam a import\u00e2ncia do auto-conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conhecer aquilo atrav\u00e9s do qual tudo \u00e9 conhec\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Para conhecer algo temos de tornar-nos esse algo. S\u00f3 ent\u00e3o amanhece a vis\u00e3o \u00fanica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Estamos aqui. Manifest\u00e1mos o abstrato. Somos a tradu\u00e7\u00e3o da totalidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Somos a totalidade, al\u00e9m da medida e al\u00e9m da forma.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F316#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c6ae7105cc\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"316\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=316\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c6ae7105cc\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c6ae7105cc\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c6ae7105cc\"><\/span><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje venho partilhar convosco as minhas reflex\u00f5es sobre um dos princ\u00edpios v\u00e9dicos que reflete a totalidade do universo em cada parte: \u201cYatha pinde tatha brahmande, yatha<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":232,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,17,3],"tags":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/316"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=316"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":320,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/316\/revisions\/320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}