{"id":419,"date":"2020-06-11T15:20:45","date_gmt":"2020-06-11T15:20:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=419"},"modified":"2020-06-11T18:30:48","modified_gmt":"2020-06-11T18:30:48","slug":"polarizar-e-polinizar-a-mutualidade-de-cada-estacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=419","title":{"rendered":"Polarizar e Polinizar \u2013 A mutualidade de cada esta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Hoje venho partilhar convosco as minhas reflex\u00f5es sobre o pensamento dual ou bin\u00e1rio, na realidade sobre como os \u00faltimos acontecimentos no mundo me fazem refletir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os nossos dias s\u00e3o povoados de pensamentos bin\u00e1rios como: sim ou n\u00e3o; preto ou branco; ligado ou desligado; vivo ou morto; verdadeiro ou falso; feliz ou infeliz; positivo ou negativo; predador ou presa; sucesso ou fracasso; interno ou externo, e por a\u00ed fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este sistema bin\u00e1rio permite-nos comparar e ter algo como refer\u00eancia para suportar as nossas escolhas, os nossos resultados, a nossa experi\u00eancia subjetiva e at\u00e9 a nossa mente determinativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Polarizamos para decidir, excluindo sempre algo (ora afirmamos, ora negamos), mas na realidade esta dualidade refere-se a uma simetria, uma conjuga\u00e7\u00e3o que se complementa, como o yin e yang e n\u00e3o a uma mir\u00edade de julgamentos pessoais sobre o que nos serve ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Enquanto observamos a dualidade, implicitamente expressamos a unidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Os opostos interagem no contexto de uma unidade.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sempre que comparamos coisas, inventamos diferen\u00e7as.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Se n\u00e3o olharmos para as diferen\u00e7as n\u00e3o temos mundo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quando imaginamos algo \u00e0 luz do que para n\u00f3s \u00e9 justo, merecedor ou desejado, sentimo-nos separados daquilo que \u00e9. Quando aquilo que escutamos, que vemos com os nossos sentidos n\u00e3o corresponde ao que sentimos, vivemos em confronto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nessa confronta\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguimos um compromisso mutuo entre os dois lados opostos, que nos permita viver num estado n\u00e3o reativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, peguemos no principio da justi\u00e7a que \u00e9 algo que na natureza, concretamente n\u00e3o existe. N\u00f3s vemos os epis\u00f3dios catastr\u00f3ficos na natureza como injustos e isso leva-nos a questionar o mundo. Qualquer cat\u00e1strofe obriga-nos a agir porque somos confrontados, mas por outro lado a nossa necessidade de justi\u00e7a leva-nos a criar ferramentas, c\u00f3digos de conduta que nos permitam controlar, determinar o que \u00e9 certo ou errado, justo ou injusto. E depois continuamos quebrando cada um desses c\u00f3digos e gerando desequil\u00edbrio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizamos as pr\u00f3prias leis da natureza para explorar os seus recursos esquecendo-nos que estamos ligados \u00e0 natureza. Utilizamos os c\u00f3digos de conduta que criamos para controlar, e esquecemo-nos que fazemos parte deste mist\u00e9rio que tudo move.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes a\u00e7\u00f5es boas n\u00e3o s\u00e3o notadas ou recompensadas, enquanto o mal continua sem puni\u00e7\u00e3o. E seguimos como se houvesse algo de errado com o universo. Ao vermos a adversidade como falta da justi\u00e7a, esquecemo-nos que esta adversidade tem um prop\u00f3sito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo parece bizarro quando a nossa imagina\u00e7\u00e3o difere do que experimentamos, mas de facto, esta polaridade apoia uma mutualidade intr\u00ednseca em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nossa experi\u00eancia vem do dom que temos de multiplicar o um e de dividi-lo ao meio tamb\u00e9m. Esta polariza\u00e7\u00e3o dual desempenha uma fun\u00e7\u00e3o crucial no nosso mundo. Imaginem ler uma folha em que tudo est\u00e1 branco ou em que tudo est\u00e1 preto. Imaginem uma moeda s\u00f3 com um lado. \u00c9 este contraste que nos permite compreender o que est\u00e1 \u00e0 nossa frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nossa forma conceptual de dividir o mundo, fundamenta a escolha entre sim e n\u00e3o, entre x e y, como algo absoluto, quando existem muito mais possibilidades se formos capazes de considerar que tudo no mundo manifesto \u00e9 um verbo, a manifesta\u00e7\u00e3o de um conjunto de a\u00e7\u00f5es continuas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o essas variantes poss\u00edveis que mais tememos porque n\u00e3o estamos habituados a aceder a elas. Mas para acederemos a elas temos de nos libertar da rigidez do que elas possam significar e conviver com a aus\u00eancia de conceitos capazes de dar significado ou signific\u00e2ncia a algo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lua n\u00e3o existe em oposi\u00e7\u00e3o ao sol apenas porque simboliza a noite em oposi\u00e7\u00e3o ao dia. Esta interpreta\u00e7\u00e3o dual\u00edstica n\u00e3o indica que ao dia falta a noite ou que \u00e0 noite falta o dia, ou que ambos se contradizem. Indica apenas que ambos s\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>H\u00e1 aqui um portal, este \u00e9 o portal da aus\u00eancia, aus\u00eancia de contradi\u00e7\u00e3o entre os opostos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Esta aus\u00eancia \u00e9 uma presen\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o nem uma afirma\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Sente esta aus\u00eancia e ser\u00e1s um com o que realmente \u00e9.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 poss\u00edvel que dois pontos de vista contradit\u00f3rios possam co-existir? Tem de haver um vencedor e um fracassado? Ou poder\u00e1 o caminho ser a continua\u00e7\u00e3o e quem sabe a evolu\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realmente o pensamento dual deveria dotar-nos da habilidade de l\u00ear a realidade de uma forma n\u00e3o definitiva, n\u00e3o julgadora, n\u00e3o excluidora das partes que n\u00e3o entendemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando n\u00e3o dividimos tudo de acordo com o que gostamos ou n\u00e3o, o momento permanece em aberto, deixamo-lo ser, deixamo-lo falar-nos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos tend\u00eancia para dividir o ser humano em corpo e mente. Sempre que queremos descrever algo precisamos dividi-lo em duas partes ou mais, mas esquecemo-nos que as partes s\u00f3 s\u00e3o o que descrevemos, a sua utilidade, se estiverem em comunh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Precisamos desintegrar para descrever, mas tamb\u00e9m precisamos integrar todas as partes para conhecer.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Tudo no mundo manifesto, emerge de uma divis\u00e3o que vai criando bin\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A verdade n\u00e3o \u00e9 uma, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 bin\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Fica com este paradoxo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Este paradoxo permitir-nos-\u00e0 polinizar, unindo o sujeito e o objeto numa frag\u00e2ncia \u00fanica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 esta frag\u00e2ncia que nos atravessar\u00e1 despertando a nossa sensibilidade aos sinais subtis da polaridade para compreendermos a intera\u00e7\u00e3o de tudo, abrindo-nos a todas as possibilidades, atraindo o que \u00e9 realmente relevante e produtivo para cada momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quando sabemos que h\u00e1 algo que n\u00e3o sabemos, esse conhecimento pode transformar tudo!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Todos conhecemos tudo o que j\u00e1 aprendemos, mas n\u00e3o conhecemos tudo o que sabemos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas sabemos uma pequena fra\u00e7\u00e3o do que existe, e isto em si, abre um mundo de possibilidades, de entendimento e aceita\u00e7\u00e3o. E que paz nos traz o simples fato de n\u00e3o precisarmos excluir algo em cada momento e passamos a incluir, a aceitar e respeitar mais possibilidades. As nossas rela\u00e7\u00f5es deixam de ser pautadas pela defensiva e passam a ser autenticas. Sabemos que n\u00e3o temos todas as respostas, ou at\u00e9 nenhuma resposta para o mist\u00e9rio da vida. Aceitamos que existem perspetivas que n\u00e3o conseguimos compreender ou at\u00e9 imaginar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas podemos aprimorar a nossa sensibilidade aos padr\u00f5es de polariza\u00e7\u00e3o em cada manifesta\u00e7\u00e3o para melhor aceitar e co-criar os fen\u00f3menos num quadro maior da vida, inspirando e influenciando de uma forma reciproca, lendo os padr\u00f5es da luz, do vento, que iluminam, que sopram a beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinto que a nossa vida coletiva depende desta aceita\u00e7\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de todas as possibilidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 a integridade que expressamos quando as nossas palavras e a\u00e7\u00f5es se encontram.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A integridade une as coisas que est\u00e3o separadas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A integridade permite-nos afinar a nossa voltagem individual para atingirmos o nosso m\u00e1ximo potencial. A integridade vive no tambor dentro do nosso peito, no nosso cora\u00e7\u00e3o. Com ela polarizamos e polinizamos a abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o devemos perder a sensa\u00e7\u00e3o de abund\u00e2ncia apenas porque n\u00e3o possu\u00edmos algo, at\u00e9 porque quando possu\u00edmos algo, queremos mant\u00ea-lo e queremos sempre mais perpetuando o conceito da escassez.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A abund\u00e2ncia \u00e9 um fluxo de integridade, que permanece intacta na presen\u00e7a de qualquer polaridade rival ou competi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Que possamos prosperar num fluxo de continuidade que n\u00e3o exclui nenhuma esta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A abund\u00e2ncia existe desde muito antes das nossas prefer\u00eancias, n\u00e3o necessita de ser mantida porque a poliniza\u00e7\u00e3o prov\u00ea. Se n\u00e3o interferirmos, a regenera\u00e7\u00e3o repete-se sem competi\u00e7\u00e3o, num ambiente neutro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza distribui as sementes da vida necess\u00e1rias observando as leis da necessidade natural e impessoal de equilibro.<\/p>\n<p>\u00a0Esta newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F419#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c7e8695136\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"419\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=419\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c7e8695136\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c7e8695136\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c7e8695136\"><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje venho partilhar convosco as minhas reflex\u00f5es sobre o pensamento dual ou bin\u00e1rio, na realidade sobre como os \u00faltimos acontecimentos no mundo me fazem refletir. 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