{"id":451,"date":"2020-09-24T11:02:16","date_gmt":"2020-09-24T11:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=451"},"modified":"2020-09-24T11:25:14","modified_gmt":"2020-09-24T11:25:14","slug":"do-antagonismo-a-verdadeira-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=451","title":{"rendered":"Do Antagonismo \u00e0 verdadeira Revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os opostos s\u00e3o um tema recorrente nos meus posts porque sim, n\u00f3s percecionamos tudo por oposi\u00e7\u00e3o a algo. \u00c9 normal \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da estrutura dos nossos sentidos e da nossa mente. O sim e o n\u00e3o, a pergunta e a resposta, a possibilidade e a conclus\u00e3o, a d\u00favida e o pressuposto, o dia e a noite, o interior e o exterior, o calor e o frio, o branco e o negro, o yin e yang, oriente e ocidente, direita e esquerda, eu e tu, o c\u00e9u e a terra, at\u00e9 o nosso mecanismo de lutar ou fugir, e por a\u00ed afora. Vivemos constantemente entre opostos de sensa\u00e7\u00f5es, opostos de emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto definimos o mundo, distinguindo cada coisa, e dividimos cada coisa em dois contr\u00e1rios para \u00a0determinarmos o que \u00e9 mais real, falhamos em ver a alian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto aparentemente os opostos se assemelham a rivais numa batalha, competindo em vez de colaborar, n\u00f3s acumulamos fugazes vit\u00f3rias e desperdi\u00e7amos o encontro, a cerim\u00f3nia, a dan\u00e7a, o sucesso sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00f3s somos um, mas n\u00e3o somos os \u00fanicos<\/strong>. N\u00e3o precisamos amar ou odiar para dar sentido ao movimento da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Guiamo-nos por conclus\u00f5es que se baseiam em h\u00e1bitos de sobreviv\u00eancia<\/strong>, mas a nossa tend\u00eancia interna \u00e9 libertar-nos da separa\u00e7\u00e3o para de novo nos fundirmos no Um. Ent\u00e3o porque tememos tanto a transi\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o comeces nada de conclus\u00f5es<\/strong>. A vida n\u00e3o \u00e9 tanto sobre conclus\u00f5es mas sobre dizer sim, n\u00e3o por oposi\u00e7\u00e3o ao n\u00e3o, mas porque o sim \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o e \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida n\u00e3o \u00e9 tanto sobre escolher, embora a dire\u00e7\u00e3o da nossa vida seja o resultado daquilo em que nos conseguimos focar honestamente. \u00c9 que por vezes escolhemos o nosso foco, mas no inconsciente vivemos a batalha do certo ou errado, do ganho e da perda, do justo ou injusto, do moral ou imoral, \u00e0 procura do castigo ou da recompensa em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A tens\u00e3o \u00e9 percursora de expans\u00e3o<\/strong> e at\u00e9 de liberta\u00e7\u00e3o. Explorar os opostos, senti-los em simult\u00e2neo pode de facto ser uma pr\u00e1tica produtiva, ali\u00e1s \u00e9 uma pr\u00e1tica comum no Yoganidr\u00e1, aquela parte da aula em que dedicamos a relaxar para aceitarmos \u00a0e integrarmos aquilo que num estado de vigilia do dia a dia, n\u00e3o considerar\u00edamos. Como a intelig\u00eancia natural dos nossos corpos procura um equil\u00edbrio constante, nesta pr\u00e1tica de yoganidr\u00e1 n\u00f3s estimulamos circuitos que num estado de v\u00edgilia n\u00e3o trabalhariam em simult\u00e2neo e promovemos novas conex\u00f5es destes encontros. Promovemos a tend\u00eancia para o equil\u00edbrio, neutralizamos alguns gatilhos, \u00a0n\u00e3o como forma de controlar, mas como forma de facilitar a sa\u00fade f\u00edsica, mental e emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Remover os antagonismos da nossa vida n\u00e3o \u00e9 erradicar a tens\u00e3o entre os opostos<\/strong>, mas largar as expetativas e suposi\u00e7\u00f5es sobre o que nos trar\u00e1 o que escolhemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas as partes participam. O que precisamos n\u00e3o \u00e9 de harmonia no sentido de tr\u00e9guas, mas de reconhecimento.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se podemos reconhecer a contribui\u00e7\u00e3o de tudo, porque havemos de tentar suprimir as contradi\u00e7\u00f5es como se fossem uma amea\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando aceitarmos a complementaridade dos opostos, a vontade divina alinha-se com a vontade individual. O verdadeiro equil\u00edbrio emerge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o porque vivemos a vida como se ela estivesse ainda para chegar? Sempre \u00e0 espera do fim da luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que aceitamos como realidade abra\u00e7a os opostos<\/strong> porque \u00e9 a unidade que manifesta todas as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A unidade \u00e9 o sim incondicional<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os opostos s\u00e3o na realidade da mesma natureza, a \u00fanica coisa que existe \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre eles<\/strong> que nunca come\u00e7a e nunca acaba, que nunca chega e nunca parte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o precisamos interpretar ou comparar, porque de fato somos ve\u00edculos de energia, a pr\u00f3pria energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O nosso sucesso depende da forma como possibilitamos o encontro entre os dois polos e aceitamos a transi\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aquele que v\u00ea, pode sentar-se confortavelmente na presen\u00e7a dos opostos<\/strong>. N\u00e3o precisamos de algo que nos salve dos padr\u00f5es da polaridade, precisamos sim de reconhecer que nenhum dos polos por si, isolado, nos liberta da pris\u00e3o em que muitas vezes vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste oceano c\u00f3smico de bondade amorosa, nesta mente por natureza transparente, podemos testemunhar os pares de opostos como filamentos que vibram, cada um dan\u00e7ando com o seu par num continuo que n\u00e3o encontra oposi\u00e7\u00e3o, mas unidade, surgindo e dissolvendo-se a cada momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ver com clareza al\u00e9m dos opostos \u00e9 a verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. Nesta revolu\u00e7\u00e3o, nenhuma batalha \u00e9 necess\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para termos uma vis\u00e3o clara, n\u00e3o precisamos ser contra ou a favor de nada. Precisamos sim, cultivar uma presen\u00e7a favor\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n<p class=\"_04xlpA direction-ltr align-center para-style-body\"><strong><span class=\"JsGRdQ\">Neste mundo de espelhos, ver al\u00e9m dos opostos \u00e9 a verdadeira revolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/strong><\/p>\n<p class=\"_04xlpA direction-ltr align-center para-style-body\"><strong><span class=\"JsGRdQ\">O que aparece como oposto torna-te completo.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem precisamos julgar ou competir. Neste caldo energ\u00e9tico, neste campo de energia cuja circunfer\u00eancia \u00e9 ilimitada, qualquer ponto pode ser o centro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o precisamos viajar para um reino acima de n\u00f3s. A nossa presen\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria aqui no nosso corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cada um de n\u00f3s est\u00e1 o mist\u00e9rio que permeia tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos todos a ser cozinhados neste caldo\u201d Paul Levy<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F451#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c7d9a58d35\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"451\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=451\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c7d9a58d35\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c7d9a58d35\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c7d9a58d35\"><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os opostos s\u00e3o um tema recorrente nos meus posts porque sim, n\u00f3s percecionamos tudo por oposi\u00e7\u00e3o a algo. \u00c9 normal \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o da estrutura dos<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":452,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,17,3],"tags":[],"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/451"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=451"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/451\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":454,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/451\/revisions\/454"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}