{"id":475,"date":"2021-01-21T23:41:59","date_gmt":"2021-01-21T23:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=475"},"modified":"2021-01-21T23:54:12","modified_gmt":"2021-01-21T23:54:12","slug":"cara-a-cara-com-o-infinito-julga-menos-ama-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=475","title":{"rendered":"Cara a cara com o Infinito. Julga menos. Ama mais."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um desafio escrever sobre julgamento sem referir o ego, mas na realidade <strong>o ego n\u00e3o quer julgar. O ego quer ser<\/strong>. Quer ser amado, aprovado, apreciado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ego \u00e9 profundamente inseguro, acredita numa identidade separada do universo. Ele s\u00f3 existe ao n\u00edvel do pensamento.<\/strong> A identidade que emerge ao n\u00edvel do pensamento, permanece profundamente isolada, em modo de crise, intolerante ao tempor\u00e1rio, sem compreender que <strong>o intervalo entre os corpos n\u00e3o \u00e9 o que os separa, mas o que lhes permite pulsar de presente em presente.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fisicamente podemos ser corpos separados, mas n\u00e3o somos eventos isolados. Enquanto nos relacionarmos, o mundo existe.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O julgamento s\u00f3 existe enquanto persiste a ilus\u00e3o sobre a natureza do ser.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ego \u00e9 apenas uma estrutura do pensamento em que nos enredamos. Distinguimos, mas n\u00e3o conseguimos separar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A identidade que nos esfor\u00e7amos por manter no tempo torna-se um fardo porque precisamos constantemente de valid\u00e1-la por compara\u00e7\u00e3o. Profundamente desconectados da luz que refor\u00e7a a unidade e est\u00e1 presente em tudo, n\u00e3o temos um sentido de perten\u00e7a, porque s\u00f3 conseguimos ver o bom em compara\u00e7\u00e3o com o mau, e isso \u00e9 o que provoca o julgamento, a culpa, o medo e a necessidade de controlar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos queremos entender o prop\u00f3sito da vida, as ramifica\u00e7\u00f5es dos nossos samskaras, e ningu\u00e9m quer desperdi\u00e7ar a oportunidade de Ser uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, sem culpas, medos ou julgamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Julgar \u00e9 uma habilidade natural, intr\u00ednseca \u00e0 nossa estrutura de sobreviv\u00eancia, numa realidade em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido \u00e0 natureza impermanente das circunst\u00e2ncias, julgar torna-se um ato compulsivo da mente, limitada por opini\u00f5es, apegos e avers\u00f5es, porque nunca nos encontramos onde somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agarrada \u00e0 sua identidade, a mente julga que sabe tudo, acabando por colapsar na complexidade do seu conte\u00fado, que \u00e9 uma semente de ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ambiente, a <strong>identidade desconectada<\/strong> do princ\u00edpio criador, vive em modo de defesa, experi\u00eancia a vida como uma amea\u00e7a, procura seguran\u00e7a, controlo, merecimento. <strong>Este fardo s\u00f3 cai, quando experimentamos a conex\u00e3o com o infinito<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O ego n\u00e3o \u00e9 a individualidade. A individualidade \u00e9 a express\u00e3o \u00fanica do infinito sem forma, em cada um de n\u00f3s. Quando percebemos isso n\u00e3o precisamos de nos sentir merecedores, nem de sentir que pertencemos, porque n\u00e3o estamos isolados. A conex\u00e3o \u00e9 o ant\u00eddoto para o sofrimento causado pelo ego.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda esta desconstru\u00e7\u00e3o pede discernimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas como distinguimos discernimento de julgamento?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos podem dizer o mesmo, mas o discernimento n\u00e3o \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o se baseia em medi\u00e7\u00f5es e compara\u00e7\u00f5es. O discernimento conhece o poder do di\u00e1logo mental e sabe que medir e comparar \u00e9 das piores conversas que podemos ter connosco porque n\u00e3o conseguimos ver as condi\u00e7\u00f5es da mente (as cren\u00e7as e valores), nem t\u00e3o pouco o fluxo natural das coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No julgamento h\u00e1 uma opini\u00e3o e uma forte identifica\u00e7\u00e3o como uma conclus\u00e3o que precisa ser confirmada em todas as circunst\u00e2ncias. No discernimento permanecemos livres para aceitar positivo e negativo entrela\u00e7ados em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m existem julgamentos positivos claro, mas s\u00e3o sempre r\u00edgidos. A avers\u00e3o vai estar sempre ao virar da esquina porque um julgamento mesmo que positivo n\u00e3o quer ser questionado. Se o f\u00f4r, a mente julgadora n\u00e3o o aceita. A avers\u00e3o est\u00e1 impl\u00edcita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O discernimento inclui sempre uma recetividade baseada na humildade, o potencial de transcender a dist\u00e2ncia e a diferen\u00e7a. A mente flui em equanimidade e por isso \u00e9 uma semente de generosidade, compaix\u00e3o e toler\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quando conseguimos desviar o foco, dos pensamentos, para a natureza transparente da mente, caminhamos como testemunhas pelo tempo, sem nunca sa\u00edr do presente.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O discernimento n\u00e3o \u00e9 nenhum tipo de moralidade para julgar o julgamento.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando predomina o discernimento, n\u00e3o existe apego, n\u00e3o existe medida ou compara\u00e7\u00e3o, nada fica escondido ou preso dentro da gaveta. <strong>Somos o universo a olhar para si pr\u00f3prio de diferentes pontos de vista. Existe uma conex\u00e3o profunda com a mente c\u00f3smica. As coisas acontecem atrav\u00e9s de n\u00f3s, n\u00e3o porque argumentamos, mas porque largamos as cren\u00e7as passivas que mant\u00e9m a identidade separada.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>N\u00e3o transcendemos o julgamento argumentando, mas amando-nos mais.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Cada encontro \u00e9 um encontro cara a cara com o infinito.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cara a cara, momento a momento podemos aferir o poder de separa\u00e7\u00e3o do julgamento<\/strong>, transferindo o foco, do conte\u00fado mental para o sujeito, at\u00e9 o sujeito se tornar o objeto da aten\u00e7\u00e3o. Aqui permanecemos testemunhas das tend\u00eancias da mente e reconhecemos o valor da unidade. Ativo e recetivo, yang e yin caminham juntos, sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o de conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Quando uma onda se ergue, \u00e9 o oceano inteiro que se expressa.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Todo o julgamento \u00e9 um julgamento de si mesmo, incapaz de nos descrever.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A verdade \u00e9 subtil, porque n\u00e3o se conhece por oposi\u00e7\u00e3o a nada, ela \u00e9 reconhecida em sil\u00eancio, para nos orientarmos sem precisarmos de corrigir<\/strong> nada nem ningu\u00e9m porque distinguimos com clareza o eterno do temporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justi\u00e7a existe sem julgamento, \u00e9 um movimento al\u00e9m dos pontos de vista. A justi\u00e7a \u00e9 a uni\u00e3o do prop\u00f3sito divino com a inten\u00e7\u00e3o profunda e coletiva de sair da separa\u00e7\u00e3o, o compromisso com a verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos um momento na terra em que precisamos retirar o julgamento das nossas vidas e escolher cooperar. A quest\u00e3o que se coloca n\u00e3o \u00e9 como gerir conflitos, mas o quanto conseguimos amar-nos e apreciar-nos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Apenas quando todos os muros ca\u00edrem, veremos todas as possibilidades.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas quando purgarmos todos os pensamentos ilus\u00f3rios sobre este mundo transit\u00f3rio, experimentaremos a realidade como \u00e9, sem que os nossos olhos excluam a funda\u00e7\u00e3o de toda a exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 n\u00e3o nos podemos dar ao luxo de apenas reagir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEntre o certo e o errado, existe um espa\u00e7o. Encontramo-nos l\u00e1.\u201d Rumi<\/p>\n<p>Esta newsletter \u00e9 dedicada a ti!<\/p>\n<div class=\"emaillist\" id=\"es_form_f2-n1\"><form action=\"\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F475#es_form_f2-n1\" method=\"post\" class=\"es_subscription_form es_shortcode_form  es_ajax_subscription_form\" id=\"es_subscription_form_6a0c6ca575956\" data-source=\"ig-es\" data-form-id=\"2\"><div class=\"es-field-wrap\"><label>Nome*<br \/><input type=\"text\" name=\"esfpx_name\" class=\"ig_es_form_field_name\" placeholder=\"\" value=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><div class=\"es-field-wrap\"><label>Email*<br \/><input class=\"es_required_field es_txt_email ig_es_form_field_email\" type=\"email\" name=\"esfpx_email\" value=\"\" placeholder=\"\" required=\"required\" \/><\/label><\/div><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_lists[]\" value=\"9c3b330f422f\" \/><input type=\"hidden\" name=\"esfpx_form_id\" value=\"2\" \/><input type=\"hidden\" name=\"es\" value=\"subscribe\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_form_identifier\" value=\"f2-n1\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page\" value=\"475\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es_email_page_url\" value=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=475\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_status\" value=\"Unconfirmed\" \/>\n\t\t\t<input type=\"hidden\" name=\"esfpx_es-subscribe\" id=\"es-subscribe-6a0c6ca575956\" value=\"c52df81e0e\" \/>\n\t\t\t<label style=\"position:absolute;top:-99999px;left:-99999px;z-index:-99;\" aria-hidden=\"true\"><span hidden>Please leave this field empty.<\/span><input type=\"email\" name=\"esfpx_es_hp_email\" class=\"es_required_field\" tabindex=\"-1\" autocomplete=\"-1\" value=\"\" \/><\/label><input type=\"submit\" name=\"submit\" class=\"es_subscription_form_submit es_submit_button es_textbox_button\" id=\"es_subscription_form_submit_6a0c6ca575956\" value=\"Subscrever\" \/><span class=\"es_spinner_image\" id=\"spinner-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.livingaltar.pt\/wp-content\/plugins\/email-subscribers\/lite\/public\/images\/spinner.gif\" alt=\"Loading\" \/><\/span><\/form><span class=\"es_subscription_message \" id=\"es_subscription_message_6a0c6ca575956\"><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um desafio escrever sobre julgamento sem referir o ego, mas na realidade o ego n\u00e3o quer julgar. 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