{"id":519,"date":"2021-09-19T12:44:02","date_gmt":"2021-09-19T12:44:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=519"},"modified":"2021-09-19T12:44:02","modified_gmt":"2021-09-19T12:44:02","slug":"ser-o-ventre-e-ser-o-movimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.livingaltar.pt\/?p=519","title":{"rendered":"Ser o ventre e ser o movimento"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Todos queremos liberdade, no entanto mantemos os nossos limites bem definidos, cultivando competi\u00e7\u00f5es, advers\u00e1rios e rivais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A liberdade vai permanecendo uma miragem enquanto n\u00e3o purificamos a perce\u00e7\u00e3o da forma, enquanto n\u00e3o agradecemos e acolhemos a vulnerabilidade, afinidade e paridade de todas as coisas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">N\u00e3o confundas as pessoas \u00e0 tua volta e as circunst\u00e2ncias com inimizades. Elas s\u00e3o a tua oportunidade para purificares o cora\u00e7\u00e3o e encarnares a gratid\u00e3o no movimento e no ventre de cada cria\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Estamos habituados a experimentar vulnerabilidade apenas quando atravessamos um \u2018breakdown\u2019, uma doen\u00e7a, uma perda ou outra adversidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Mas na realidade a vulnerabilidade \u00e9 a liberdade em si, <strong>o ventre e o movimento no sentido de perten\u00e7a e coragem, de amor e alegria, de empatia e criatividade.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Quando recusamos a vulnerabilidade, somos arrastados para a inseguran\u00e7a para um lugar fora do presente onde vestimos armaduras. Na incerteza de conseguirmos manter essas armaduras, elas pesam como ansiedade e medo de aparecermos vulner\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">As m\u00e1scaras que nos impedem de ser aut\u00eanticos, podem dar-nos alguma sensa\u00e7\u00e3o de controlo. Entendemos controlo como liberdade, e for\u00e7amo-nos esta identidade insustent\u00e1vel, diria mesmo auto-destrutiva. <strong>Na tentativa de controlo, toda a criatividade do momento \u00e9 canalizada para a preocupa\u00e7\u00e3o e para a prote\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Quando n\u00e3o estamos perdidos na tentativa de reconstruir incessantemente as nossas armaduras, e momento a momento, permanecemos recetivos, o sabor da vulnerabilidade \u00e9 o sabor da verdadeira liberdade. \u00c9 o sabor do pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o desprotegido, Real, Requintado. A ironia \u00e9 que, quando realmente aceitamos a vulnerabilidade, ela j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 vulnerabilidade. Porque o que torna a vulnerabilidade dolorosa n\u00e3o \u00e9 despir a armadura, mas invocar e antecipar o sofrimento nesse movimento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Em realidade nada nos pode ferir, o que pode ser dilacerado, s\u00e3o as nossas armaduras e os nossos conceitos\u00a0 sobre tudo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Aquilo que realmente nos separa de onde queremos estar \u00e9 a nossa aten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o que sabemos nem o que n\u00e3o sabemos.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u201cO que procuramos, procura-nos\u201d. Se procuramos proteger-nos do caos, experimentaremos o caos at\u00e9 a aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontrar mais nenhuma amea\u00e7a!<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A vulnerabilidade n\u00e3o \u00e9 um risco que corremos ou uma amea\u00e7a que enfrentamos, mas o potencial para mover montanhas. A montanha pode parecer intranspon\u00edvel, mas ela n\u00e3o se interessa pelas tuas armaduras, ela apenas te reconhece \u2018n\u00fa\u2019 como ela. Nessa afinidade e paridade somos o movimento e o ventre.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>A vulnerabilidade \u00e9 a ponte que permite o oposto<\/strong>, porque sem armaduras, o oposto pode libertar-nos, pode mover-nos, pode at\u00e9 amar-nos, pode revelar a honestidade mais radical que nos transforma, que nos expande. Esta for\u00e7a que move montanhas \u00e9 a mesma for\u00e7a que provoca terramotos revelando a vulnerabilidade de tudo. A for\u00e7a que faz as ondas no oceano, \u00e9 a mesma for\u00e7a que molda as rochas \u00e0 beira-mar, despindo as mais complexas armaduras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">\u00c9 importante finalmente percebermos que <strong>aquilo a que tentamos resistir n\u00e3o \u00e9 a vulnerabilidade, mas tudo o que amea\u00e7a a armadura da nossa identidade<\/strong>, por isso tantas vezes nos enfrentamos e tantas vezes nos sentimos derrotados, porque confundimos a vulnerabilidade com uma amea\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Reconhecer cada novo momento\/movimento como uma nova oportunidade, desfaz o medo do fracasso. <strong>O sucesso n\u00e3o \u00e9 um rio distante, porque n\u00f3s somos o rio e nada podemos fazer contra isso. N\u00e3o precisamos empurrar o rio, ele simplesmente flui<\/strong>. Permite que te carregue, te transporte sem nenhuma \u2018checklist\u2019 de proibi\u00e7\u00f5es ou exig\u00eancias.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">O sucesso \u00c9, para aqueles que se deixam tocar, para aqueles que navegam as suas \u00e1guas e dan\u00e7am com a vida, para aqueles que se comunicam confi\u00e1veis e leais \u00e0 sua natureza. No sucesso n\u00e3o existe vit\u00f3ria ou fracasso, apenas a coragem de aparecer vulner\u00e1vel, sem condi\u00e7\u00f5es e sem julgamentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">A empatia e a vulnerabilidade far\u00e3o de ti um her\u00f3i.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Qualquer objetivo, \u00e9 uma meta em movimento. N\u00e3o saber o que \u00e9 permanente \u00e9 o que nos mant\u00e9m longe de qualquer meta, n\u00e3o saber o que \u00e9 eterno \u00e9 o verdadeiro desastre.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\">Evolu\u00edmos mais quando conseguimos relaxar na nossa vulnerabilidade aut\u00eantica, do que quando nos preparamos minuciosamente para o confronto. Vulner\u00e1veis, livres de armaduras, conseguimos permanecer despertos, conectados com o nosso poder, sem precisar resistir a nenhuma tempestade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>\u00c9 a aus\u00eancia de armaduras, o espa\u00e7o infinito do ventre que permite o movimento e a transforma\u00e7\u00e3o<\/strong>. A vulnerabilidade \u00e9 for\u00e7a, quando em cada dia deixamos ca\u00edr cada barreira, uma a uma.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 12pt;\"><strong>Esta \u00e9 a arte de participar em vez de interferir. Podemos pensar que somos os autores do sucesso, mas na realidade, \u00e9 o movimento da nossa aten\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o das sincronicidades que nos faz prosperar.<\/strong>\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Esta newsletter \u00e9 dedicada a ti! 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