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O fogo do Dharma é inerente e impessoal em todas as nossas experiências, agradáveis ou desagradáveis.

Possuímos o livre arbítrio de identificar-nos com as experiências efémeras (samsara). Os apegos e as aversões; a ignorância em relação à nossa verdadeira natureza; a identificação com os objetos, acontecimentos ou resultados; e os medos, até o medo da morte, são o combustível que alimenta o sofrimento.

O Dharma é o substrato da realidade das nossas vidas, é a base da nossa existência, dos nossos pensamentos, perceções e experiências. Quer o aceitemos, quer seja inesperado ou não, o Dharma é o que está na nossa vida (a doença e a saúde, o fim de uma relação, uma transformação drástica, o nascimento de um filho, uma oportunidade inesperada, etc.). Tudo isto são aspetos que fazem parte do movimento para a experiência da nossa natureza primordial, que entretanto, se encontra na periferia da nossa consciência.

O Dharma é o caminho. Há medida que realmente nos reconhecemos no caminho, começamos a ter a consciência de um fio condutor, de uma teia universal, do dharma eterno, que é o nosso destino. Tudo o que encontramos na vida é um portal para o Dharma, para um entendimento mais profundo do jogo da vida (Leela).

As nossas vivências são um conjunto de transformações que começam e acabam, tal como as estações da natureza. Quando tingimos estas transformações com a nossa personalidade, as nossas motivações assentam basicamente nos nossos gostos e não gostos que são o que nos impede de realmente fluir no rio da vida.  A nossa aura reflete este fluxo e o que atraímos.

Por vezes o desejo de fugir de determinada situação motiva-nos a procurar uma outra vivência, mas na realidade esta motivação de mudança vem do desejo de fuga do nosso trabalho interno para amadurecermos no nosso Dharma.

Todas as transformações na nossa vida têm um impacto global extraordinário. É pois, muito importante sondarmos se o que perseguimos é a ilusão movida pela fuga, ou é realmente o desejo de caminhar a nossa centelha individual.

Dá continuidade e acrescenta vitalidade à tua vida respondendo de forma autêntica à clareza que vem da atenção profunda (Sati-Mindfulness), da inquirição (Vichara) e da entrega ao principio criador (Ishvara Pranidhana).

Experimentarmos a morte dos velhos padrões, das velhas máscaras é uma parte vital para a nossa evolução. Relembrar a morte em si, ajuda-nos a reverenciar a vida e a mergulharmos no Dharma. Repara como todos os ‘eus’ e ‘meus’ se desvanecem à luz da morte, como de repente estás pleno no momento, sem distinções, sem comparações, sem identificares a tua essência sem forma, com o corpo ou com as ações.

Permite que esta morte seja a entrega do ego, do controlo determinativo. Honra o mistério da vida, dançando a impermanência, queimando a rigidez da personalidade. Permite que o Dharma transmute a tua vida na chama da verdade, consumindo a sensação de separação e nutrindo-te com o néctar da unidade.

Honrando a impermanência, encontramos o antidoto para os desejos dissonantes do nosso Dharma.

Dança até que aquele que dança e se aflige com os passos, não se encontre mais como o doador da dança. Quando encontrares a vastidão e a totalidade a dançarem em ti, através de ti, serás apenas uma passagem. Abraça a destruição e a morte como parte do ciclo de transformação e crescimento. Encoraja-te a elevares-te acima da ignorância, dos pensamentos comuns e ilusões que distorcem a tua visão. Entrega a força da gravidade, não dances com um motivo ou com uma ideia de como será a dança, não dances com a mente. Dança hoje, não dances amanhã, deixa que a dança venha da totalidade impessoal. Dança ao ritmo da vida e da morte, porque a vida e a morte dançam-te em cada instante.

É esta clareza que traz estabilidade.

Ser um Yogui é ser um dançarino.

Dança! Da separação para a unidade.

No altar da verdade, qualquer ato enraizado ‘Nisso’ que tudo permeia, leva-nos à realização da nossa essência. A verdade (Satya) e o Dharma são inseparáveis. O Dharma não depende dos nomes ou das formas, depende sim da entrega.

O Dharma é Yoga, união e transcendência, é a mais elevada disciplina (tapa) e a mais auspiciosa. O Dharma é a verdade caminhando-se através dos nossos corações, pelos nossos pés.

Ter uma fé (shraddha) lucida e positiva no caminho é essencial. De outra forma seremos consumidos pelas dúvidas.

Usar o vigor (vyria) que vem dá fé, ajuda-nos a acolher as dificuldades em equanimidade.

Estar presente em cada momento do caminho, cultivar uma consciência testemunha (sakshi) das nossas reações e motivações é também importante.

A concentração constante é o que faz o ritmo (rtam).

Ritmo é sinónimo de vida.

Dança-te! Esquece a separação. Desaparece na Dança!

Então partilha comigo, o que te é revelado.

Om Namah Shivaya!

 

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2 Comments

  1. Beijinho e um abraço

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No fogo do Dharma, a chama da Verdade
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