Prana, a Linguagem Ancestral do Cosmos, a primeira expressão da Alma

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A ciência ocidental diz que os átomos que compõem todo o mundo físico são constituídos de 99,999% espaço vazio. Na perspetiva do Yoga este espaço não está vazio mas preenchido com o seu potencial criador, a energia universal que é o Prana. Por isso é associado ao elemento espaço.

O prana é o fluxo de inteligência como força de vida, a fonte da vida na sua totalidade, a energia primordial, a primeira Linguagem Universal. O prana existe quer esteja a manifestar-se ou não.

O prana é o combustível do espirito, sempre presente, inesgotável, disponível para todos, presente em todas as manifestações.

O prana ou bio-energia, circula pelos canais subtis do corpo, chamados de nadi com diversos padrões de movimento. É o prana que nos faz ver, ouvir, cheirar, tocar, saborear, pensar, falar, agir, digerir, descansar, etc.

Não o desperdices e não o encerres.

Conecta-te com o prana intemporal.

No prana podes dissolver todo o sofrimento.

O prana é Um, mas expressa-se de diversas formas, em várias direções desde a respiração física à energia da consciência.

O verbo é o prana em ação. O prana naturalmente cria o som.

Para nós, grande parte do prana é recebido através da respiração e da alimentação, mas também daquilo em que colocamos a nossa atenção. O prana segue a nossa atenção, por isso ora nos nutre, ora o desperdiçamos.

A respiração serve como veiculo para regular o fluxo do prana pelo nosso corpo.

O pranagni, ou a energia da respiração, está intimamente ligado ao discurso que é uma expressão dos nossos pensamentos. As palavras dão forma ao nosso Karma e são uma das principais formas por que desperdiçamos o prana.

O prana é aquilo que está em constante movimento, aquilo que vibra e pulsa incessantemente. Por isso é associado ao elemento ar.

Em cada respiração consciente o sopro de Deus como Prana, como Absoluto, mas também em cada rocha, em cada montanha. Apesar de os objetos inanimados parecerem fixos por a consciência neles estar cristalizada, adormecida, eles são feitos de pequenas partículas vibrando constantemente. O prana é o suporte de tudo. Cada célula do nosso corpo, de todos os corpos vivos ou inanimados, carrega em si o potencial do prana infinito.

É o primeiro ímpeto da consciência indiferenciada, una; é o desejo de ser diversidade; é esta motivação, que cria no espaço da consciência não manifesta, uma pulsação (spanda). Esta pulsação é o que faz emergir pranashakti. O prana não é separado da consciência, mas sim uma ponte entre o manifesto e o não manifesto.

Bem, de fato, o prana não é um veículo, não é uma ponte invisível entre Purusha e Prakriti ou Shiva e Shakti, não é um agente de algo.

O prana é a própria consciência, é o absoluto em si, é o SER no seu estado ativo, vibrante.

Shiva é Shakti porque a energia não é diferente da sua fonte.

Toda a nossa fisiologia é a convergência da consciência num estado em que possa ser experimentada fisicamente. O movimento do prana leva à identificação com o corpo físico.

Este é também o prana que retornará à sua fonte. Esta fisiologia é uma projeção que se manifesta ao nível dos 5 elementos e o seu retorno à fonte é o profundo dissociar, o desapego radical que faz o corpo voltar ao estado original antes das diversas camadas, das diversas dimensões (Koshas).

Realizar a nossa natureza e ao mesmo tempo continuamente dar-lhe corpo, implica a internalização do prana, implica entregar no fogo pranico (pranagni), todas as complexidades para serem digeridas, e revelada a luminescência total da Alma, para além de qualquer conceito sobre o Ser.

No Altar (Yajnakunda) da respiração, o ritual interno (Antaryajna) da união entre o Absoluto e a Alma.

Quando esta internalização acontece, todos os elementos e todos os processos metabólicos seguem o prana. Ganhar esta consciência do corpo, não é a morte, mas a evolução espiritual em que te tornas mestre dos teus processos fisiológicos, mentais, emocionais, conscientes, subconscientes, inconscientes. És um mestre na tua própria casa quando encontras tudo subordinado ao prana original, que já não está à mercê de tendências contraditórias da mente. O prana já não está constantemente a verter para fora, está internalizado.

O nosso plexo solar, manipura,  é o celeiro da força de vontade, do prana ou das energias cósmicas, onde o poder do sol se expressa constantemente, é o compasso da nossa verdade intuitiva. Aqui reside o poder, o equilíbrio e a iluminação, de onde o prana é extraído e distribuído.

Este é um espaço para honrar e celebrar o vigor do prana e o empoderamento que advém de repousar na sua essência (svarupa).

Sente o pulso da vida no coração.

O prana no corpo corresponde a várias funções, equiparadas com o vento. O movimento dos 5 vayu principais é muito importante para entender a frequência vibratória da mente, do corpo e do espirito.  Prana e Apana governam a absorção e a eliminação, respetivamente.O Prana é o “vayu primário” que se move para a frente, ou a força nervosa. Apana move-se para fora e é o poder da purificação.Samana e Vyana operam a um nível físico mais profundo.O movimento de Samana é equalizador para o interior, o poder da digestão, leva o Prana para os tecidos; o movimento de Vyana é equalizador para a periferia, promove a sua circulação pelo corpo.Udana  move-se no sentido ascendente, é o culminar dos outros 4 Pranas, como energia e motivação na vida.

“Um sorriso genuíno distribui a corrente cósmica, o prana, por todas as células do corpo. Um homem feliz está menos sujeito a doenças, pois a felicidade, realmente atrai para o corpo um suprimento maior de energia vital Universal.”

Paramahansa Yogananda 

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