Para conhecer o Atman, é preciso esvaziar o olhar, mergulhar no espaço sem causa e sem objetos.
Para satisfazer o desejo mais profundo da unidade, é preciso queimar a própria projeção, levar a cinzas todas as tendências de separação .
Este desejo não é teu. A sede de conhecimento não é tua. A forma não é tua. A perceção não é tua. A ação não é tua.
Esta busca interior pelo permanente é a marcha do Homem na direção da Verdade, que é a existência imutável.
Este movimento é a própria evolução da vontade divina em cada um de nós.
O Atman não é um objeto, por isso não pode ser conhecido através da mente.
Dizer que o Atman não é um objeto, não é uma negação da existência do Ser.
É o reconhecimento da riqueza e da leveza no olhar vazio, como a maior inspiração para permanecer na Vida!
A existência não é um atributo do Atman, é a sua essência.
O Atman brilha independente dos fenómenos externos ou internos.
O Atman não é um objeto de conhecimento no tempo e no espaço porque isso seria o mesmo que dizer que a sua essência era efémera.
A aceitação do Ser eterno é a fundação de todo o conhecimento e de toda a ação.
Graças à indivisibilidade do Atman é que nos podemos Amar e reunir.
O Atman não é um fenómeno entre outros, mas a unidade indiferenciada que se recusa a ser objeto de conhecimento, e onde os fenómenos aparecem interdependentes, num ritmo e simetria divinos.
O Atman é Sat Chit Ananda – Existência não dual ou Presença da verdade; Consciência ou Experiência lúcida do Ser indiferenciado, Êxtase, o sabor auspicioso da ausência de separação.
O Atman é sempre presente, é isso que tudo permeia, que não tem princípio nem fim e que tudo ilumina com a sua própria luz.
As limitações apenas existem no espaço, no tempo, e na individualidade ou separação.
Mesmo na percepção comum, o Atman permanece como uma testemunha não afetada, como o leito de todas as manifestações, existindo sem relação com nenhum fenómeno.
O conhecimento do Atman está na transcendência da relação entre causa e o efeito.
O conhecimento não vem de observar os diferentes fenómenos.
A base do conhecimento não são os objetos, mas o espaço permanente onde emergem.
A consciência não cria os objetos, mas revela-os como luz auto-gerada.
O Atman é a verdade universal, o conhecimento universal! A essência vital que é amor incondicional!
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