A palavra sânscrita – nyása quer dizer posicionar, posicionar uma determinada vibração, infundir, tocar ou consagrar mentalmente uma parte de si à sua essência, à sua morada sagrada. No Yoga trata-se de uma prática ancestral em que mantras, deidades ou apenas luz são projetados em diferentes partes do nosso microcosmo, com o objetivo de reconhecermos a natureza subtil do corpo físico como uma forma condensada da luz divina, a vibração do divino.
Para compreendermos a manifestação visível do que criamos, precisamos reconhecer nela o divino e a sua relação com o propósito maior, precisamos sintonizar-nos com o ritmo e a cadência do espaço onde nos movemos e que cria o nosso corpo súbtil.
O propósito de nyása é tocar energeticamente, experienciar além da mente, as várias dimensões do Ser.
Infundir cada um dos chakras no nosso corpo súbtil, com a sua prece inerente, com a sua geometria e luz próprias, desperta a nossa consciência para o seu poder particular e permite-nos projetar conscientemente o potencial de cada elemento nas nossas perceções/experiências. Gostava de salientar que despertar a consciência não significa para mim, analisar e julgar, mas ser capaz de permanecer presente, recetivo e participante, significa tornar-se um drastha, aquele que testemunha os eventos, que testemunha o potencial que quer manifestar-se, as possibilidades que querem tomar uma forma sem se separarem da totalidade.
O propósito maior de nyasa é compreendermos precisamente que não estamos limitados a um nível de consciência, mas que a consciência abraça todas as dimensões.
A energia é capturada na forma, mas a natureza criadora nunca pode ser contida.
Na teia da vida, o 1º impulso é criar, por isso somos mais um verbo do que um substantivo
porque aquele que vê, eterno, nunca se transforma num objeto de perceção, aquele que vê permanece invisível. Apenas podemos tocar este mistério, se deixarmos cair o conceito de Eu. Se tentarmos entender isto com a mente, permanecerá um enigma.
Expandindo o nosso conhecimento sobre a vida, reconhecendo as formas, as tonalidades, a pulsação dos nossos sonhos podemos tece-los, podemos criar a nossa realidade com a única energia que conduz à prosperidade maior – o amor incondicional.
Relacionando-nos com a simplicidade da totalidade, navegando pela infinitude, podemos chegar à nossa essência, relembrando a presença da alma, do espirito na nossa vida manifesta.
Cada pessoa é uma expressão única da mente cósmica, da consciência universal, da energia criadora e os nossos chakras, como antenas, movem-se e transformam-se constantemente, para podermos dar corpo aos aspetos mais elevados da consciência universal em nós.
Em nós, o céu e a terra encontram-se, misturam-se, por isso é importante familiarizar-nos com a energia do sistema de chakras, estes vórtices de energia que expressam a energia cósmica, a energia da tua centelha única.
Os chakras relacionam-se também com diferentes partes no nosso cérebro, por isso quando habita em cada um, a sua energia pura e apropriada, estados de confusão, letargia, dificuldades de concentração desaparecem; uma maior capacidade de comunicar com a vida e uma maior criatividade e sensibilidade ganham vida em nós.
Porque a luz se transforma em matéria, é importante reconhecer os chakras como faróis de luz que iluminam a nossa pegada cósmica, e como pontos focais para nyása, para colocar a essência de cada elemento na sua morada. Os chakras são assim pontos de fóco (Lakshyas) estruturas de energia especifica que expressam as diferentes cores dos nossos pensamentos, das nossas emoções, das nossas reações ou respostas. Aquilo que manifestamos depende de quanto puros são os nossos pensamentos, de quanto silencio conseguimos acolher em nós, para que o amor incondicional possa fluir abundantemente de nós.
Não é possível receber o resultado das nossas preces se não nos sintonizarmos com os componentes básicos que compõem o mundo tridimensional, porque a geometria subtil que emanamos, volta à fonte de onde foi emanada, ou seja a nós, retorna a nós na forma de um conceito, de uma forma de pensamento, de uma crença, por vezes de um problema ou de uma limitação.
Quando não sabemos o que enviamos para o universo, podemos encontrar a nossa vida como uma repetição de dor ou de problemas, ou de julgamentos, ou de resistência a manifestar o que desejamos. Nesta condição, repetimos os mesmos problemas pois não temos consciência do que realmente estamos a enviar à vida.
Porque és um fragmento do criador, podes co-criar a tua vida com a consciência universal.
Se desejas redescobrir na tua paisagem interna, a linguagem da criação na sua forma mais súbtil, abrir o espaço para assumires a responsabilidade sobre a luz que emanas e sobre a realidade que queres receber de volta; se queres assumir a liberdade de tocar o teu campo energético e decidir qual a energia que queres em cada chakra, inscreve-te na Iniciação à Linguagem da Luz da tradição dos curandeiros Maias do México. Em 22 de Fevereiro de 2020. Mais informações via e-mail (darshana@livingaltar.pt).
Se te toca, inscreve-te. Por uma nova rede de Luz à tua volta, nos reuniremos em circulo.
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